Agressor de Bolsonaro é indiciado pela PF por ‘atentado pessoal por inconformismo político’

A Polícia Federal (PF) de Juiz de Fora (MG) indiciou o agressor do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, pelo crime de “atentado pessoal por inconformismo político” com base no artigo 20 da Lei de Segurança Nacional.

Por essa acusação, Adélio Bispo de Oliveira, 40 anos, pode ser condenado a uma pena de 3 a 10 anos de prisão. A legislação prevê ainda que se a agressão resultar em lesão corporal grave, a pena pode ser até mesmo dobrada.

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A PF pode indiciá-lo no início da investigação porque ele foi preso em flagrante, o que permitiu o indiciamento imediato.

O suspeito do atentado foi preso pela Polícia Militar de Minas Gerais após a ataque. A Polícia Federal abriu inquérito no mesmo dia para investigar o caso. Oliveira disse que atentado contra Bolsonaro foi “a mando de Deus”, segundo boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil mineira.

Após ser submetido a uma cirurgia na Santa Casa de Juiz de Fora nesta quinta, Jair Bolsonaro foi transferido na manhã desta sexta (7) de avião para São Paulo e foi levado diretamente para o Hospital Albert Einstein, na Zona Sul da capital paulista.

Lobo solitário

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou na manhã desta sexta-feira que a Polícia Federal trabalha com a hipótese de que o agressor agiu sozinho, como “lobo solitário”. Jungmann deu a declaração após participar da parada de 7 de setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

“O que se trabalha basicamente é com um ato isolado, o que se pode chamar de lobo solitário”, afirmou.

O ministro disse, ainda, que a PF está trabalhando com o setor de inteligência para reconstituição dos passos do agressor e toda a rede de relacionamentos dele.

G1

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