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Paralisação afeta parcialmente as aulas nas escolas de São Miguel do Iguaçu

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Pouco mais da metade dos professores dos colégios estaduais de São Miguel do Iguaçu aderiram à paralisação. O protesto é organizado pela APP Sindicato, que representa a categoria, em alusão a um episódio de violência ocorrido em 30 de agosto de 1988.

A mobilização afeta parcialmente as aulas na rede estadual de São Miguel do Iguaçu. Nos colégios Castelo Branco e Pedro Viriato Parigot de Souza aproximadamente 60% dos professores aderiram à paralização. Já no Colégio Estadual Nestor Victor dos Santos cerca de 50% dos professores participam da manifestação. Conforme apurou a reportagem da Rádio Jornal, as aulas ocorrem normalmente para algumas turmas.

De acordo com o representante da APP Sindicato, Ari Luis Jarczewski, não há previsão nenhuma manifestação nas ruas de São Miguel do Iguaçu. Uma comissão representativa da categoria participa do ato realizado em Foz do Iguaçu. A mobilização acontece em frente ao NRE (Núcleo Regional de Educação, reunindo professores, funcionários, alunos e pais.

PAUTAS DA CATEGORIA

Segundo a APP Sindicato, a educação pública em todos os níveis está sob ataque. Cortes de investimentos, abandono da infraestrutura e retirada de direitos fazem parte da receita diária dos governos. Os educadores/as são submetidos à precarização da carreira e das condições de trabalho. Os estudantes/as sofrem com o desmonte que ameaça seu direito à escola e à universidade.

Data histórica em que é relembrada a violência física sofrida pela categoria em 30 de agosto de 1988 e em 29 de abril de 2015, o dia estadual de de luto e luta enfatiza a defesa dos direitos dos educadores/as e do sistema público de ensino. Também é um momento de denúncia quanto à violência simbólica imposta todos os dias pelos governos aos trabalhadores/as.

Nas escolas paranaenses, a falta de funcionários/as os penaliza com longas jornadas de trabalho, acúmulo e desvio de funções, acidentes de trabalho e adoecimento, além de prejudicar o funcionamento das instituições. O último concurso foi em 2.006, por isso, quase metade dessa categoria trabalha sob contratos temporários, destituída das garantias da carreira efetiva.

A perda salarial afeta todos os educadores/as. O Governo Paraná nega-se a cumprir as leis do piso nacional e da data-base. Assim, os servidores/as recebem salários abaixo do mínimo fixado pela legislação e desde 2015 não recebem qualquer reposição para reduzir o efeito da inflação sobre as remunerações. Beto Richa também não incluiu a data-base na previsão orçamentária de 2018.

Conforme as estatísticas, os professores/as estão entre as categorias profissionais que mais adoecem. No Paraná, para piorar ainda mais esse quadro, os docentes sofrem com os retrocessos da resolução ilegal do Governo Richa que reduziu a hora-atividade, aumentando o número de turmas e de alunos/as atendidos por cada educador/a.

A medida ilegal e arbitrária teve efeito imediato no aumento de afastamentos de professores/as por motivos de saúde. Submetidos a horários prolongados de trabalho, realizados em suas casas e nos períodos que deveriam ser de descanso, os professores/as adoecem e precisam deixar a escola para tratamentos médicos de estresse, esgotamento e depressão.

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