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Esporte

Empresa de Marin recebeu US$ 1,5 mi de propina da Copa América

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Safismi

Uma empresa do ex-presidente da CBF José Maria Marin e de sua mulher, Neuza Marin, recebeu US$ 1,5 milhão que, segundo os promotores americanos que atuam no “Caso Fifa”, seria dinheiro de propina relacionada à venda dos direitos de transmissão da Copa América. Os pagamentos ocorreram em 2013, quando Marin era presidente da CBF.

Os documentos que ligam Marin ao dinheiro foram exibidos pela primeira vez nesta quinta-feira, durante o julgamento do cartola no “Caso Fifa”. Os promotores reproduziram todo o caminho do dinheiro. Marin não quis comentar. Durante todo o julgamento, sua defesa tem negado que ele recebeu suborno.

Em 5 de julho de 2013, a empresa FTP transferiu US$ 3 milhões do banco Julius Baer, na Suíça, para uma conta da empresa Support Travel no Andbanc, em Andorra. A Support Travel pertence ao empresário Wagner Abrahão, que há décadas presta serviços de logística para a CBF.

A FTP é uma offshore que pertencia a Torneos y Competencias, empresa argentina que em 2013 dividiu os direitos de tranmissão de quatro edições da Copa América (2015, 2016, 2019 e 2023) com a Traffic e a Full Play.

Delatores dessas três empresas contaram no Tribunal Federal do Brooklyn que esse contrato foi obtido por meio do pagamento de propina. Só para dirigentes da CBF, o combinado era que fossem dados US$ 3 milhões para cada edição do torneio, além de US$ 3 milhões pela assinatura do contrato.

Nos dias 12 de julho, 27 de agosto e 15 de outubro de 2013, uma outra empresa de Abrahão (Expertise Travel), com conta no mesmo Andbanc em Andorra, fez três transferências – cada uma delas no valor de US$ 500 mil – para a empresa Firelli International Ltda.

Documentos exibidos no Tribunal Federal do Brooklyn mostraram que a Firelli pertence a José Maria Marin e a Neuza Marin, sua esposa. Em 2012, eles abriram uma conta no banco Morgan Stanley. A mesma conta recebeu o dinheiro que chegou de Andorra.

 

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