Vereadores de Foz do Iguaçu aprovam investigação por quebra de decoro contra Dr. Brito

A Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, aprovaram nesta terça-feira (6) o pedido de investigação por quebra de decoro parlamentar contra o vereador Dr. Brito.

Ele está preso preventivamente desde o dia 16 de janeiro, quando foi deflagrada a 8ª fase da Operação Pecúlio, batizada de Renitência.

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Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF), Dr. Brito é suspeito de liderar uma quadrilha que vinha fraudando licitações na área da saúde, como para o aluguel de equipamentos de diagnóstico por imagem.

O pedido foi aprovado por unanimidade. E, caso a quebra de decoro parlamentar seja comprovada, o vereador pode ter o mandado cassado.

O processo será coordenado pelo Conselho de Ética, que tem 90 dias para concluir o relatório.

Imagem negativa

Na representação, integrantes da Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu (Acifi), pelo Observatório Social e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apontam que a prisão do vereador provocou uma divulgação negativa para a imagem câmara.

As entidades pediam ainda o afastamento do vereador, o que foi negado pela Câmara. De acordo com o departamento jurídico do legislativo local, não há esta previsão no regimento interno da Casa.

Outro pedido de investigação feito por um morador da cidade foi recusado por não atender todos os requisitos necessários.

Logo depois de ser preso, Dr. Brito foi expulso do Partido Ecológico Nacional (PEN/Patriota) e teve os salários suspensos pela Câmara.

Segundo a defesa do vereador, ele nega todas as acusações. O advogado Oswaldo Loureiro disse ainda que não acompanhou a sessão e que deve se informar sobre o pedido de cassação para então formular a defesa.

Fonte: G1 Oeste e Sudoeste.