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Tendência é manter horário de verão, diz líder do governo na Câmara

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O líder do governo na Câmara dos Deputados, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse neste domingo que “há uma tendência” de o governo manter o horário de verão, apesar de estudos feitos pelo Ministério de Minas e Energia (MME) mostrarem que essa política pública não proporciona economia de energia.

“Fizemos uma avaliação sobre o horário de verão. Há tendência para que se mantenha, até por fazer parte da cultura do brasileiro, que já incorporou isso, e por prudência”, admitiu o parlamentar ao deixar reunião no Palácio do Jaburu, neste domingo, com ministros de governo e o presidente Michel Temer.

Ele disse que ainda será tomada uma decisão sobre o assunto, mas que todos os presentes na reunião avaliaram melhor manter a prática de adiantar uma hora nos relógios. “Isso será decidido por Temer e pelo ministro da pasta”, afirmou.

O assunto tem dividido opiniões nas redes sociais. O governo passou a discutir a aplicação do horário de verão neste ano porque análises do MME mostraram que a mudança nos hábitos do consumidor e o avanço da tecnologia tornaram inócua a economia de energia que o horário de verão proporcionava.

A explicação é que não é mais a incidência de luz natural que influencia os hábitos do consumidor, mas, a temperatura. A popularização dos aparelhos de ar-condicionado é uma das principais razões dessa mudança.

Como o calor é mais intenso no fim da manhã e início da tarde, os picos de consumo de energia são registrados atualmente nesse período. Os dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontam que o horário de pico ocorre entre 14h e 15h, e não mais entre 17h e 20h, quando os trabalhadores retornavam para casa e tomavam banho.

Para dar mais folga e segurança ao sistema, adiantar os relógios em uma hora permitia, por exemplo, adiar o acionamento da iluminação pública nas ruas. Em 2016, o horário de verão durou 126 dias e gerou uma economia de R$ 159,5 milhões ao sistema, custo considerado irrelevante para o setor. A primeira vez que o País o adotou foi em 1931. Desde 1985, ele foi aplicado todos os anos. Se vigorar neste ano, o horário de verão começa em 15 de outubro e termina em 17 de fevereiro.

Além de Aguinaldo Ribeiro, trataram do assunto os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo). OS líderes do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR), e na Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), também estiveram presentes.

Massa News

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