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Agricultura

Soja sobe no Brasil nesta 2ª feira com força da combinação de altas de Chicago e do dólar

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Safismi

O mercado da soja operou durante todo o dia do lado positivo da tabela na Bolsa de Chicago para fechar o dia com altas de 8 a 10 pontos nos principais contratos nesta segunda-feira (26). O mercado seguiu de olho nas informações que chegam sobre a nova safra norte-americana, ao passo em que se divide também com as especulações sobre a guerra comercial.

No Brasil, porém, os preços da oleaginosa refletem os melhor momento do ano. Nesta segunda, alguns indicadores marcaram os mais elevados valores diante da combinação de boas altas na CBOT – que mais cedo marcaram mais de 12 pontos – com o dólar na casa dos R$ 4,15 neste início de semana.

E a máxima vale tanto para o interior do país, quanto para os portos do Brasil.

“A valorização do dólar, o baixo excedente da soja brasileira e a expectativa de maiores demandas externa e interna têm impulsionado os preços da soja no Brasil, de acordo com pesquisas do Cepea. Os valores médios na parcial deste mês, inclusive, já são os maiores deste ano, em termos reais (IGP-DI, jul/19)”, explicam os especialistas do Cepea.

Neste início de semana, entre as pernas formadoras do preço da soja no Brasil apenas os prêmios não tiveram bom desempenho e mantiveram-se estáveis. “Com ganhos no dólar e em Chicago, dificilmente veríamos o prêmios subir hoje”, explicou o analista de mercado Luiz Fernando Gutierrez, da Safras & Mercado.

Entre as principais posições de entrega, os prêmios, apesar de não se movimentarem nesta segunda, seguem fortes e variando entre 135 e 145 pontos acima das cotações praticadas na Bolsa de Chicago.

BOLSA DE CHICAGO

O mercado segue do lado positivo da tabela, mas ainda dividindo suas forças entre a guerra comercial, o clima nos EUA e as estimativas para a nova safra de grãos norte-americana.

“As altas refletem, em partes, a retórica menos intensa dos dois lados, tanto da China, quanto dos EUA, depois dos últimos movimentos de tarifações pelos dois países. E os traders enxergam isso como positivo”, diz Bryce Knorr, analista sênior do portal internacional Farm Futures.

Além disso, os ganhos chegam também, segundo analistas e consultores, diante das estimativas dos crop tours que começam a aparecer.

Entre os números do Pro Farmer, a safra norte-americana de soja foi estimada em pouco mais de 95 milhões de toneladas, 5 milhões a menos do que o último número do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em 12 de agosto. A produtividade média estimada para o país foi de 51,6 sacas por hectare.

“Mais uma semana começando e o período de colheita da safra 2019 dos EUA se aproximando. Mesmo com desenvolvimento atrasado, começaram a sair os resultados dos vários crop tours do centro-oeste americano”, explica Steve Cachica, consultor da Cerealpar e do Agro Culte, afirmando ainda que as altas desta manhã de hoje refletem, em parte, as estimativas do Pro Farmer.

No entanto, a equipe formada pelo Grupo Labhoro e pelo Notícias Agrícolas deu início ao seu crop tour pelo Corn Belt e nas visitas iniciais feitas em lavouras em Indiana encontraram condições melhores do que as relatadas pelo USDA.

E mais do que isso, os traders seguem também atentos às questões climáticas dos EUA, com um cenário neste momento de tempo frio e úmido, o que continua limitando e atrasando ainda mais o desenvolvimento de suas lavouras.

 

Notícias Agrícolas

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