São Silvestre 2018 tem vencedor etíope e melhor brasileiro em oitavo

Os africanos mais uma vez dominaram a tradicional Corrida Internacional de São Silvestre. A 94ª edição do evento teve os três primeiros colocados oriundos da Etiópia e fechou o pódio com atletas da Tanzânia e Unganda.

O vencedor foi Belay Tilahun Bezabh (45min03s), responsável por um sprint final que garantiu uma linda ultrapassagem em cima do então atual campeão e favorito, Dawitt Admasu (45min06s), que apesar de também ser etíope, atualmente corre pelo país asiático do Bahrein, depois de ter se naturalizado.

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Dessa forma, Belay e Dawitt inverteram suas colocações em relação à prova do ano passado. Amdework Tadese (45min13s) foi o terceiro colocado. Emmanuel Gisamoda (45min23s) e Maxwell Rotich (45min45s) vieram logo atrás.

Giovani dos Santos (46min38s) foi o primeiro brasileiro a cruzar a linha de chegada, na oitava posição, seguido pelo compatriota Wendell Jeronimo de Souza (46min43s).

Dois brasileiros conseguiram acompanhar o pelotão de elite até o 5º quilômetro. Foram eles Giovani dos Santos, de 37 anos, e Wendell Jeronimo de Souza, exatamente dez anos mais jovem.

A partir do nono quilômetro, os atletas anfitriões ficaram para traz. Seis corredores oriundos do continente africano dispararam e Emmanuel Ginki Gisamoda, de 30 anos, da Tanzânia despontou como líder, sendo acompanhado muito de perto pelo etíope naturalizado berenita, Dawitt Admasu, de 23 anos.

Na subida da Avenida Brigadeiro Luis Antônio, ponto crucial da prova, Dawitt Admasu forçou o ritmo, acelerou as passadas e, mesmo seguido de perto por três concorrentes, começou a desgarrar.

Pouco antes da última curva para a entrada na Avenida Paulista, Belay Tilahun Bezabh, outro etíope de 23 anos, surgiu como um raio, ultrapassou o então favorito compatriota e foi o primeiro a passar pela linha de chegada, em frente ao edifício da Fundação Cásper Libero.

Dawitt Admasu confirmou o vice-campeonato, pouco à frente de outro etíope, Amdework Tadese. Completaram o pódio Emmanuel Gisamoda, da Tanzânia, e Maxwell Rotich, de Unganda. Giovani dos Santos foi o primeiro brasileiro a terminar a prova, na oitava colocação.

Classificação final

1º – Belay Tilahun Bezabh – Etiópia (45min03s)

2º – Dawitt Admasu – Bahrein (45min06s)

3º – Amdework Tadese – Etiópia (45min13s)

4º – Emmanuel Gisamoda – Tanzânia (45min23s)

5º – Maxwell Rotich – Uganda (45min45s)

6º – Paul Kipkorir Kipkemoi – Quênia (46min04s)

7º – Kiplimo Mutai – Quênia (46min26s)

8º – Giovani dos Santos – Brasil (46min38s)

9º – Wendell Jeronimo de Souza – Brasil (46min43s)

10º – Nicholas Kimeu Keter – Quênia (46min55s)

11º – Abe Gashahun Tilahun – Etiópia (47min05s)

12º – Ederson Vilela Pereira – Brasil (47min06s)

13º – Johnatas de Oliveira Cruz – Brasil (47min19s)

14º – Gilberto Silvestre Lopes – Brasil (48min01s)

15º – Pascal Mombo Sarwat – Tanzânia (48min13s)

16º – Glenison Gilbert de Carvalho – Brasil (48min34s)

17º – Robison Pereira de Lima – Brasil (49min07s)

18º – Luis Felipe Leite Barboza – Brasil (49min09s)

19º – Carlos Henrique de Souza – Brasil (49min19s)

20º – Laurindo Nunes Neto – Brasil (49min34s)

Gazeta Esportiva

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