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Brasil

Romário admite candidatura a presidente da CBF após suspensão de Del Nero

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Safismi

O senador Romário (Podemos–RJ) afirmou ontem terça-feira que deseja se candidatar à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), quatro dias depois de o presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, ter sido suspenso por 90 dias pela Fifa.

“Muitos me perguntam se eu sou candidato, afinal, ninguém mais lutou tão vigorosamente contra essa quadrilha e é legítimo que eu me candidate. Então, sim, a resposta é posso sim vir a ser candidato”, disse Romário em sua rede social.

“Tenho todos os pré-requisitos para isso. Toda minha contribuição para o futebol, dentro e fora de campo, são as minhas credenciais.”

O ex-atacante Romário comandou a seleção brasileira ao título da Copa do Mundo de 1994 e atualmente é senador e um dos maiores críticos dos dirigentes da CBF. Ele presidiu a CPI do Futebol, que há um ano pediu o indiciamento de Del Nero e dos ex-presidentes da CBF Ricardo Teixeira e José Maria Marin, entre outros, em um relatório paralelo apresentado ao colegiado.

Del Nero, que assumiu o cargo de presidente da CBF em 2015, está entre os 42 dirigentes de futebol e executivos de marketing esportivo indiciados nos Estados Unidos no mesmo ano em um escândalo de corrupção que provocou a maior crise da história da Fifa.

O dirigente de 76 anos nega qualquer irregularidade, afirmando que nunca recebeu “vantagens indevidas”.

Os dois predecessores imediatos de Del Nero, Marin e Teixeira, também estão entre os indiciados nos EUA. Marin está atualmente sendo julgado ao lado do ex-presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol Juan Napout e do ex-chefe do futebol peruano Manuel Burga.

Del Nero, ex-membro do comitê executivo da Fifa, tem mandato até 2018, após ter sido eleito sem oposição em uma eleição em 2014.

“Da forma como está o estatuto hoje, ninguém de fora da estrutura pode ser candidato. Não existe democracia na CBF. Os corruptos se protegem”, disse Romário, que também já manifestou a intenção de concorrer ao governo do Estado do Rio de Janeiro no ano que vem.

“Agora clamo a todos que amam o futebol e estão cansados de tanta sacanagem a se juntar a mim nessa causa”, acrescentou.

Fonte: Reuters

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