Rebelião já dura 24 horas; chuva esfria negociação entre presos e polícia

Um dia já se passou, mas a situação ainda é de indefinição na PEC (Penitenciária Estadual de Cascavel). Por volta das 15h30 desta sexta-feira (10), poucos presos permaneciam no telhado da unidade.

A chuva afugentou os demais detentos, que retornaram para o interior da galerias. Os reféns – dentre eles dois agentes penitenciários -, que antes eram expostos e ameaçados em frente aos policiais, também foram levados para dentro da unidade.

Pouco tempo antes, equipes da Polícia Militar tentava uma negociação para por fim ao motim.

Os rebelados pareciam estar cedendo e aceitando os termos impostos pela polícia e sinalizaram pelo fim. No entanto, a chuva começou e, além de derrubar a temperatura, esfriou a conversa entre detentos e polícia.

Pela manhã, a situação era tensa. Mais de 100 presos subiram no telhados dos blocos. Eles passaram a ameaçar e agredir dois reféns, um agente e um preso.

Os detentos ainda atearam fogo em colchões e outros objetos, causando uma grande nuvem de fumaça em torno da unidade.

Até o momento, há a confirmação de duas mortes. O número de feridos é incerto.

Além de policiais, agentes e equipes de imprensa, a rebelião é acompanhada de perto por familiares e advogados. A expectativa é de que a rebelião chegue ao fim ainda nesta sexta.

Catve