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Pe. Olivio comemora em São Miguel seus 51 anos de atividade

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Com carisma e bom humor, sacerdote de 82 anos revela o segredo para uma vida longa e feliz

Em 18 de julho de 1970, o gaúcho Olivio Antonio Baldi foi ordenado padre em Rondinha, no Rio Grande do Sul. Em uma fria tarde de inverno, o sacerdote iniciava sua missão junto a Igreja Católica, passando por aproximadamente dez municípios ao longo destes 51 anos recém completados. Hoje, aos 82 anos de idade, o carisma e o bom humor são notados logo nas primeiras palavras.

“Tenho 18 anos. 18 para chegar nos 100”, brinca Padre Olívio. A longevidade, aliás, tem forte influência da genética, mas a atividade física e hábitos saudáveis também entram na receita de sua jovialidade. “Sempre fui desportista. Não só do movimento do corpo, mas o espírito de amizade que Deus nos ensinou”, conta o vigário.

No entanto, as oito décadas de sua vida também foram marcadas por desafios. “Tive implante de córneas nos olhos porque estava ficando cego. Hoje nem uso mais óculos. Renovei meu coração, fiz uma cirurgia. Cortaram minha barriga de cima para baixo e quase morri em acidente de carro”, relata Padre Olivio.

Pe. Olivio retorna a São Miguel do Iguaçu após quase 40 anos. O religioso já atuou no município em outras duas ocasiões e se recorda muito bem do contexto daquela época. “Era tudo mato. Graças aos migrantes do Rio grande do Sul e Santa Catarina está terra se mostrou rica e fértil”, comenta o padre.

Ao ser questionado sobre o que o município pode esperar do Padre Olivio, sua resposta é novamente marcada pela humildade. “Estou aqui para aprender. Não vim aqui para ensinar nada, a não ser estender a mão para juntos descobrirmos os caminhos que devemos percorrer para que possamos vencer, sobretudo neste tempo difícil de pandemia”, afirma o vigário.

Padre Olivio Antonio Baldi está em atividade desde março em São Miguel do Iguaçu e, aos poucos, vem conhecendo cada uma das quarenta comunidades, das quais manifesta um carinho especial. “As comunidades do interior são fantásticas. Pessoas que tem as mãos calejadas, mas uma grande fé no coração”, finaliza o sacerdote.

Confira abaixo a íntegra da entrevista:

 

Fernando Figa
Rádio Jornal São Miguel

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