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Organização criminosa era mantida com dinheiro de rifas e do tráfico de drogas, diz PF

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A Polícia Federal (PF) desarticulou nesta terça-feira (3) parte de um grupo que usava o dinheiro arrecadado com a venda de rifas e com o tráfico de drogas para financiar uma organização criminosa que age dentro e fora de presídios brasileiros.

Até a última atualização desta reportagem, haviam sido cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão no Paraná e em Santa Catarina.

As ordens judiciais fazem parte da Operação Dictum e são cumpridas em Cascavel, Foz do Iguaçu, Santa Helena em Toledo, no oeste do Paraná; Londrina, no norte do Paraná; São Mateus do Sul, no sul do Paraná; e Fraiburgo, em Santa Catarina.

Durante as investigações que se estenderam por quatro meses, os policiais federais descobriram que o grupo, que tem origem em São Paulo, tinha a intenção de se estabelecer em Cascavel.

“Eles estavam tentando conseguir o domínio territorial de parte da cidade através de bocas de fumo. Estes locais eram oferecidos como um lugar seguro para criminosos especializados em outros crimes como roubos, furtos e ataques a bancos”, comentou o delegado Marco Smith.

No total, foram identificados seis pontos de vendas de maconha e cocaína, a maioria na região do Bairro São Cristóvão, em Cascavel.

Na casa de um dos suspeitos, os agentes apreenderam vários blocos de rifas.

“Toda facção criminosa, especialmente esta, funciona como uma pirâmide. E, para funcionar, a base tem que ser bem larga. O papel é colaborar com dinheiro. Além de pagar a chamada ‘cebola’ [uma espécie de mensalidade], eles são obrigados a comprar as rifas. Não significa que vão ganhar algum prêmio. Eles simplesmente financiam a facção”, explicou o delegado.

Ainda segundo Smith, um dos líderes do grupo agia de dentro de um presídio em Londrina e deverá ser transferido para uma Penitenciária Federal.

Buscas e apreensões

No cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram apreendidas também drogas e munição de vários calibres.

Entre os presos, três já vinham cumprindo pena em presídios do Paraná e três devem responder ainda por uso de documento falso.

“Dictum” significa “limpeza” em latim. O nome, conforme a PF, faz alusão ao objetivo da operação, que é o de limpar as áreas onde o tráfico de drogas está instalado.

G1

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