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MPF denuncia 34 envolvidos na Operação Hammer-on

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O Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR) ofereceu nesta segunda-feira (18) quatro denúncias que inauguram uma série de acusações criminais contra membros de uma organização criminosa com ramificações na região de Foz do Iguaçu e Curitiba, responsável pelo menos desde 2008 pela prática de crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os denunciados foram alvo da Operação Hammer-on, deflagrada no mês de agosto. Foram denunciadas 34 pessoas.

De acordo com o MPF, os denunciados, para fins de obtenção de vantagem financeira, se associaram de maneira estruturada, caracterizada pela divisão de tarefas. Eles tinham o objetivo de praticar diversos delitos sujeitos à pena de reclusão e, mediante remuneração, disponibilizaram as contas bancárias de suas empresas de fachada para a captação, intermediação e aplicação de recursos financeiros de terceiros, dissimulando a origem ilícita do dinheiro que ingressava em tais contas, remetendo-o, então, de forma também ilícita, ao exterior.

O MPF ainda cita que os recursos manejados pela organização criminosa foram transferidos sistematicamente entre as centenas de contas bancárias de maneira a despistar as transações e, ao mesmo tempo, concentrar os valores, aglutinando-as progressivamente em uma ou outra instituição financeira, dependendo da facilidade encontrada em cada agência bancária para posterior disponibilização dos valores.

Segundo o MPF, foi comprovado durante as investigações que grande parte do dinheiro movimentado é oriundo das mais diversas práticas criminosas, tal como descaminho, contrabando e tráfico de drogas, sendo que as movimentações visavam a ocultar e dissimular sua origem ilícita para, ao final, remeter os valores ilegalmente ao exterior.

Além de casas de câmbio situadas em Foz do Iguaçu, para a realização dos serviços financeiros e de lavagem de dinheiro e com a intenção de perpetuar o esquema criminoso e distanciamento pessoal, os líderes valeram-se de empresas de fachada, constituídas principalmente nas cidades de Curitiba e Foz do Iguaçu, bem como postos de combustíveis e até mesmo churrascarias sediadas, em sua maioria, na capital, e que em cujo quadro societário figuram familiares e pessoas próximas.

Massa News

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