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MP afasta promotor envolvido em investigação contra Richa

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Por ordem do Ministério Público do Paraná, um dos promotores responsáveis pela Operação Quadro Negro foi afastado de suas funções. A operação investiga esquema criminoso de desvio de dinheiro público na construção de escolas no estado, e já atingiu a alta cúpula do governo, incluindo o governador Beto Richa e o presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano (PSDB).

Até mesmo o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), marido da vice-governadora Cida Borghetti, também foi mencionado no esquema, como suposto negociador de um cargo no governo em troca do pagamento de R$ 45 mil, entregues a Juliano Borghetti, irmão de Cida.

No dia 29 de setembro, o promotor Carlos Alberto Hohmann Choinski teve como último ato na Operação Quadro Negro, oficiar o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB), e o deputado estadual Plauto Miró (DEM), ambos igualmente investigados por participação no esquema. Após isso, Choinski foi transferido para o Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria) em Curitiba. O órgão é um dos núcleos da Quadro Negro.

O promotor foi novamente remanejado em 16 de outubro, quando por decisão do MP-PR ele deixou o Gepatria e ficou apenas na Coordenadoria de Recursos Cíveis. No Gepatria, Choinski ajuizou sete ações civis públicas por improbidade administrativa no âmbito da operação Quadro Negro. 17 réus foram citados no processo, entre os quais, autoridades e membros do governo.

MINISTÉRIO PÚBLICO

Segundo nota emitida pelo MP-PR, a nova função do promotor se fez necessária para “potencializar a atuação na área do Patrimônio Público”. A nota ainda diz que dois promotores exclusivos serão designados para atuar no Gepatria, e que esse “incremento da estrutura administrativa dará maior amplitude e agilidade ao combate à corrupção”.

Sobre a saída de Carlos Alberto Choinski, o MP-PR esclareceu que “ele foi convidado a atuar exclusivamente no Gepatria, tendo optado por permanecer apenas no setor de Recursos Cíveis do MP-PR, onde já atuava cumulativamente”, finaliza a nota.

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