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Agricultura

Milho: Preocupações com clima seco dão suporte e mercado sobe mais de 1% nesta 2ª na BM&F

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Os futuros do milho negociados na BM&F Bovespa iniciaram a semana em campo positivo. As principais posições da commodity finalizaram o pregão desta segunda-feira (7) com valorizações de mais de 1%. O contrato maio/18 era cotado a R$ 41,80 a saca e o setembro/18 a R$ 40,14 a saca.

No mercado brasileiro, as cotações do cereal ainda encontram sustentação nas preocupações com os efeitos do clima seco e das altas temperaturas nas lavouras de milho safrinha. Sem precipitações há mais de 20 dias, em média, a perspectiva é de uma perda no potencial produtivo das plantações nesta temporada.

“Os preços de milho subiram em praticamente todas as praças acompanhadas pelo Cepea, sobretudo nas consumidoras. O impulso vem do maior interesse de compradores”, informou o Cepea em nota nesta segunda-feira.

A entidade também reforça o posicionamento dos produtores, que estão nesse momento limitando as vendas. “Os produtores estão atentos ao clima seco, que pode prejudicar a segunda safra. No Paraná, em Mato Grosso do Sul, Goiás e em partes de Mato Grosso, não chove há algumas semanas e a maior preocupação é que também não há previsão de chuvas para os próximos dias”, completa o Cepea.

Ainda nesta segunda-feira, a AgRural revisou para baixo a sua projeção para a safrinha de milho do Centro-Sul do Brasil devido à falta de chuvas. A expectativa é que sejam colhidas 57,2 milhões de toneladas nessa região, contra as 59,9 milhões de toneladas estimadas anteriormente.

“A expectativa de produtividade menor na safrinha 2018 deve-se às chuvas abaixo do normal registradas em abril em parte do centro-sul do Brasil –com destaque para Paraná e Mato Grosso do Sul– e às previsões de tempo seco na primeira quinzena de maio, especialmente no Centro-Oeste e em Minas Gerais”, destacou a consultoria, em relatório reportado pela Reuters.

 

Enquanto isso, no mercado interno, a segunda-feira foi de ligeiras altas. De acordo com levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, o preço subiu 6,45% em Brasília, com a saca do cereal a R$ 33,00. No Oeste da Bahia, o ganho foi de 3,45%, com a saca a R$ 30,00. Em Assis (SP), a saca subiu 3,03% e fechou o dia a R$ 34,00.

Na região de Castro (PR), a saca do milho subiu 2,56% e terminou o dia a R$ 40,00. Já em São Gabriel do Oeste (MS), a saca subiu 1,64%, com a saca a R$ 31,00. Em Não-me-toque (RS), a saca registrou alta de 1,52%, com a saca a R$ 33,50. Por outro lado, no Porto de Paranaguá, a saca caiu 1,25% e fechou a segunda-feira a R$ 39,50 a saca.

Dólar

A moeda norte-americana encerrou a sessão desta segunda-feira com alta de 0,82%, cotada a R$ 3,5528. O patamar é o maior desde 2 de junho de 2016, quando o dólar chegou a R$ 3,5875. No acumulado das duas últimas semanas, o câmbio já subiu 3,29%.

“O câmbio foi influenciado pelo movimento externo em meio a temores de que os juros possam subir mais do que o esperado nos Estados Unidos”, reportou a Reuters.

Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Chicago (CBOT), as cotações futuras do milho fecharam o pregão desta segunda-feira do lado negativo da tabela. As principais posições do cereal recuaram entre 4,50 e 5,50 pontos. O maio/18 era cotado a US$ 3,93 por bushel, enquanto o julho/18 operava a US$ 4,00 por bushel.

As agências internacionais destacam que as cotações acompanharam a forte queda nos preços da soja, que recuaram mais de 2% nesse início de semana. Além disso, os participantes do mercado seguem atentos ao andamento do plantio da nova safra nos EUA.

Segundo informações do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), até o último domingo, cerca de 39% da área projetada para essa temporada já havia sido plantada. Na semana anterior, o número estava em 17%. E o percentual ficou acima do esperado pelos investidores, entre 30% e 31%.

Já os embarques de milho somaram 1.916,461 milhão de toneladas, na semana encerrada no dia 3 de maio. Mais uma vez, o volume ficou acima das projeções dos investidores, 1,09 a 1,6 milhão de toneladas para esta semana.

“Tivemos uma melhora na demanda de milho nas últimas semanas, mas os economistas não têm certeza de que isso vai durar”, disse Karl Setzer ao Agrimoney.com.

 

Notícias Agrícolas

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