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Destaques

Indústria do Paraná reduz exportações em 2018

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Safismi

Um estudo mensal desenvolvido pelo Sistema Fiep revelou que as exportações de produtos industrializados paranaenses caíram 11% em julho, cerca de US$ 1,7 bilhão, e registram leve queda (0,76%) no acumulado do ano, de janeiro a julho. Em relação a julho de 2017, houve um aumento de 1,6% no valor exportado, e de 16%, no período de janeiro a julho do ano passado. “O curioso é que mesmo com o valor da taxa de câmbio propícia para aumentar as vendas para o exterior, houve redução na quantidade de itens (volume de produtos) exportados no mês. Queda de 18,2% em julho, e também, de 0,25% contra o mesmo mês do ano anterior”, avalia o economista da Fiep, Evânio Felippe.

Os principais produtos vendidos no mês foram derivados de Soja, Carnes e material de Transportes, que somaram US$ 1,2 bilhão. No acumulado do ano, dos quinze grupos de produtos pesquisados, oito apresentaram taxa positiva de crescimento. Os destaques foram as vendas de Petróleo (313,61%), Bebidas (85,73%), Soja (31,72%) e Madeira (14,30%).

Já as importações de julho somaram US$ 929,6 milhões, queda de 16,48% em relação a junho. Os principais itens comprados no mês foram produtos químicos, material de transportes e mecânica, que somaram US$ 580,7 milhões. “No ano, o valor das importações cresceu 2,86%. Dos quinze grupos de produtos pesquisados, oito apresentaram taxas de crescimento positivas. Os destaques foram Açúcar (71,77%), Papel e Celulose (29,64%), Móveis (27,39%), além de Têxtil e Vestuário (11,94%)”, destaca o economista.

Avaliando os resultados de exportações e importações, a balança comercial paranaense encerrou o mês de julho com saldo positivo de US$ 753,4 milhões. Os destaques foram as vendas de produtos da Soja (US$ 785,2 milhões), Carnes (US$ 291,2 milhões) e Madeira (US$ 73,2 milhões).

O Canadá e o Bahrein foram os destinos em que houve maior crescimento na taxa de exportações. O primeiro aumentou 125% (US$ 97 milhões), por conta da venda de Açúcares da Cana e Beterraba, Petróleo e Madeira. Já para o Oriente Médio, os pedidos se concentram em Petróleo, Carnes e peças de Transporte, respectivamente, com aumento de 93% (US$ 20 milhões).

O Paraná importou em maior volume (US$154 milhões) adubos minerais, plantas e polímeros de etileno, da Nigéria. E insumos para a indústria do plástico e têxtil, equipamentos para gravação e cacau em pó, todos de Cingapura.

Os produtos paranaenses que registraram as maiores quedas em vendas para o exterior em julho foram Cereais, e Bebidas. No período de janeiro a julho, houve redução no comércio de produtos de Confeitaria e de Cereais. Já as importações de Petróleo e derivados, diminuíram em julho, assim como de Cereais. No acumulado do ano, há baixas na importação de bebidas dos e de Cereais.

Em volume financeiro, os principais destinos das exportações paranaenses continuam sendo, respectivamente, China, Argentina, Estados Unidos, Holanda e Paraguai. E os principais mercados de importação são China, Estados Unidos, Argentina, Alemanha e Paraguai.

Importância do mercado externo para vendas da indústria mantém-se inalterada

O coeficiente de exportação da indústria de transformação, que mede a importância do mercado externo para a produção do segmento, mantém-se estável em 15,7% no acumulado em 12 meses, até junho de 2018, na série a preços constantes, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador, que cresceu de 12,2% para 15,9% entre 2014 e 2016, mostra-se relativamente estável desde então, devido à apreciação do real nos últimos dois anos.

 

Assessoria

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