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Agricultura

Cotações da soja recuaram um pouco durante esta primeira semana de outubro

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Safismi

As cotações da soja recuaram um pouco durante esta primeira semana de outubro, pressionadas pela colheita nos EUA e a expectativa do relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para o dia 10/10, porém, na quinta-feira (05) reverteram a tendência, superando o patamar de uma semana atrás. Assim, o fechamento desta quinta-feira (05) ficou em US$ 9,68/bushel, contra US$ 9,59 uma semana antes. A média de setembro fechou em US$ 9,62, contra US$ 9,40/bushel em agosto, considerando o primeiro mês cotado. No curto prazo, o mercado igualmente se posiciona diante da boa demanda pela soja estadunidense e as chuvas que estão atrasando a colheita nos Estados Unidos.

Já o relatório de estoques trimestrais dos EUA, na posição 1º de setembro, acabou indicando um aumento de 53% sobre o mesmo período de 2016 (volume de 8,2 milhões de toneladas). Este percentual, todavia, ficou um pouco abaixo do esperado pelo mercado, oferecendo pequena sustentação às cotações no início da semana.

Quanto às exportações líquidas estadunidenses, na semana encerrada em 21/09, as mesmas atingiram a 2,98 milhões de toneladas para o ano 2017/18. Mas, mesmo com uma demanda importante pela soja dos EUA, o mercado fica na defensiva em função da possibilidade de uma colheita recorde. Entretanto, vale destacar que os Fundos especulativos vêm comprando muitos contratos de soja nos últimos dias, sustentando as cotações nos atuais níveis.

Por sua vez, pesou contra as cotações a fraca demanda chinesa devido às festividades locais pela entrada do outono. A retomada em outubro, por enquanto, não chegou a animar. Outro fator baixista foi a forte queda do petróleo no mercado mundial no início da semana.

No conjunto, não há informações suficientes, tanto para alta quanto para baixa, no mercado internacional da soja, embora o viés continue sendo de baixa diante da colheita estadunidense. Aliás, em termos de colheita, até o dia 1º de outubro a mesma chegava a 22% da área cortada, contra 26% na média histórica para esta data. Ao mesmo tempo, nesta data, as condições das lavouras a colher apresentavam 60% entre boas a excelentes, 28% regulares e 12% entre ruins a muito ruins.

Enfim, constata-se que estaria havendo problemas de logística nos EUA para o escoamento da atual safra devido à redução no nível dos rios locais, lembrando que este é o principal meio de transporte de grãos naquele país. Com isso, o custo do frete se eleva, tirando possibilidade de aumento dos preços aos produtores.

Na Argentina, a safra de 2016/17 foi consolidada em 57 milhões de toneladas, contra 58,8 milhões no ano anterior. A produtividade média teria ficado em 3.106 quilos/hectare e as exportações do vizinho país estimadas em 10 milhões de toneladas, representando 14% abaixo do realizado na safra anterior. Já o esmagamento de soja na Argentina alcançaria 44,1 milhões de toneladas. Por outro lado, até o dia 20/09 o vizinho país havia comercializado 62% de sua última safra, contra 64% um ano antes (cf. Safras & Mercado).

Por sua vez, a produção total da América do Sul, em 2016/17, teria ficado em 186,4 milhões de toneladas, superando em 9,3% o volume do ano anterior. Por país, a produção final teria sido de 113,4 milhões de toneladas no Brasil; 57 milhões na Argentina; 10,7 milhões no Paraguai; 2,1 milhões na Bolívia; e 3,2 milhões de toneladas no Uruguai (cf. Safras & Mercado).

No Brasil, os preços da soja recuaram diante da relativa estagnação em Chicago e de um câmbio que permanece entre R$ 3,10 e R$ 3,20 por dólar. Assim, a média gaúcha no balcão fechou a primeira semana de outubro em R$ 60,57/saco, com um recuo em relação a semana anterior. Os lotes ficaram entre R$ 64,00 e R$ 64,50/saco. Nas demais praças nacionais os lotes oscilaram entre R$ 55,00/saco em Sorriso (MT) e R$ 69,00/saco em Campos Novos (SC), passando por R$ 66,00 em Pato Branco (PR); R$ 58,50 em Chapadão do Sul e São Gabriel (MS); R$ 59,00 em Goiatuba (GO); R$ 61,50 em Pedro Afonso (TO) e R$ 62,50/saco em Uruçuí (PI).

A boa notícia da semana foi o retorno das chuvas nas principais regiões produtoras brasileiras, oferecendo melhores condições de plantio da nova safra, o qual se desenvolve no Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sudeste. O Sul do país logo mais irá iniciar o mesmo. Neste sentido, a Abiove projeta 108,5 milhões de toneladas para a nova safra brasileira, enquanto Safras & Mercado aponta 113,2 milhões.

Agrolink

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