Fernando Diniz não resiste no cargo e é demitido do Furacão

Terminou a polêmica passagem do técnico Fernando Diniz pelo Atlético Paranaense. De equipe sensação a time previsível, com uma sequência de resultados negativos que empurraram o Furacão da ponta do Campeonato Brasileiro para a zona de rebaixamento, a situação do treinador se tornou insustentável, chegando ao ápice com a derrota diante do São Paulo, a primeira da história dentro da Arena da Baixada e a queda diante do Botafogo, no Engenhão, antes da parada para Copa do Mundo.

Dentro do Brasileirão foram 11 partidas, com 25% de aproveitamento apenas, sendo duas vitórias, três empates e seis derrotas. No total o técnico esteve no comando 21 vezes, com cinco vitórias, sete empates e nove derrotas. O Rubro-Negro ainda disputa a Copa do Brasil e a Copa Sul-americana, com jogos marcados para apenas depois da Copa do Mundo. E são, entre outras questões, essas partidas que preocupam a diretoria, que pode ver o time perder além da vaga alguns milhões esperados para encher os cofres do clube.

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Diniz pôde trabalhar com a equipe principal com uma pré-temporada estendida e indicar algumas contratações, com o goleiro Felipe Alves, que ficou como opção no banco durante o período. Com um futebol baseado na posse de bola, na torça de passes e jogadores sem posições fixas, tentou fazer funcionar o sistema com o grupo que tinha em mãos, mas após o período de novidade, que chegou a encantar os críticos, viu os adversários neutralizando o esquema que se tornou previsível e com peça que não renderam o esperado.

Tiago Nunes, campeão paranaense com a equipe alternativa, atualmente nos aspirantes do clube, deve assumir o time principal, ainda que interinamente, com a expectativa de reforçar o grupo com atletas que formaram a base campeão estadual, atualmente disputando o Campeonato Brasileiro de Aspirantes.

Gazeta Esportiva

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